O Flamengo completa 20 anos de uma das conquistas mais marcantes de sua história neste domingo (26). Em 26 de julho de 2006, o Rubro-Negro venceu o Vasco por 1×0 no Maracanã e confirmou o bicampeonato da Copa do Brasil.
O título teve um peso especial para a torcida por conta do adversário da decisão. Pela primeira vez, Flamengo e Vasco se enfrentaram em uma final nacional, colocando frente a frente os dois maiores rivais do Rio de Janeiro em uma disputa de troféu.
A campanha começou em meio à desconfiança. Após uma temporada complicada em 2005, quando escapou do rebaixamento no Brasileirão, o Flamengo encontrou na Copa do Brasil a oportunidade de reconstruir a confiança da torcida.
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Ao longo da competição, o time comandado inicialmente por Waldemar Lemos passou por ASA, ABC, Guarani, Atlético-MG e Ipatinga antes de chegar à decisão. No caminho, a equipe ganhou força e confiança até o clássico na decisão.
A final contra o Vasco coroou uma campanha marcada pela superação e também por mudanças importantes. Durante a pausa para a Copa do Mundo, Ney Franco assumiu o comando do Flamengo e conduziu a equipe ao segundo título da história do clube na Copa do Brasil.
Caminho até a decisão
- Flamengo 1×1 ASA (1ª fase): após empate fora de casa, com gol de Ronaldo Angelim, o Rubro-Negro venceu a volta por 2×1 no Maracanã e avançou.
- Flamengo 1×0 ABC (2ª fase): o Flamengo venceu em Natal e confirmou a classificação no Rio de Janeiro com goleada por 4×0.
- Flamengo 5×1 Guarani (oitavas de final): a goleada no Maracanã encaminhou a vaga, mesmo com derrota por 1×0 no jogo de volta.
- Flamengo 4×1 Atlético-MG (quartas de final): com dois gols de Renato Abreu, além de Obina e Jônatas, o time abriu vantagem e avançou após empate por 0x0 no Mineirão.
- Flamengo 1×1 Ipatinga (semifinal): depois do empate fora de casa, o Rubro-Negro venceu por 2×1 no Maracanã e garantiu vaga na final contra o Vasco.

Flamengo venceu Vasco e conquistou o bicampeonato
A final contra o Vasco começou no Maracanã, em 19 de julho de 2006, após a pausa para a Copa do Mundo. Com Ney Franco no comando, o Flamengo entrou em campo com o esquema 3-6-1, dando mais liberdade para Léo Moura e Juan apoiarem pelo lado do campo.
O treinador explicou anos depois que a escolha foi feita justamente pelas características dos laterais rubro-negros. “Quando comecei a estudar o Vasco, no nosso caso ficou marcado que eu tinha o Léo Moura e o Juan, dois laterais que apoiavam muito e que tinham facilidade para apoiar em profundidade”, afirmou Ney Franco.
A estratégia funcionou dentro de campo, e o Flamengo construiu a vantagem no segundo tempo. Após Renato Silva deixar a partida lesionado, Ney Franco colocou Obina em campo, e o atacante marcou aos 14 minutos logo em seu primeiro toque na bola.
Pouco depois, Léo Moura cruzou para Luizão ampliar o placar e garantir a vitória por 2×0 no primeiro jogo da decisão. O resultado deixou o Rubro-Negro em uma situação confortável para confirmar o título.
Na partida decisiva, também no Maracanã, o Flamengo voltou a superar o rival e confirmou o bicampeonato da Copa do Brasil. Juan marcou aos 28 minutos do segundo tempo, garantindo a vitória por 1×0 e colocando mais um troféu nacional na história do clube.
A conquista coroou uma campanha marcada pela superação e pelo protagonismo de jogadores que se tornaram símbolos daquela geração. Nomes como Juan, Ronaldo Angelim, Renato Abreu, Obina e Luizão ficaram marcados na campanha do segundo título do Flamengo na competição.
Renato Abreu artilheiro
Um dos grandes nomes da conquista foi Renato Abreu. O meio-campista terminou a Copa do Brasil como principal goleador do Flamengo no torneio, com seis gols marcados, sendo decisivo em diferentes fases da campanha.
O peso histórico do bicampeonato da Copa do Brasil
O título de 2006 teve um significado especial por acontecer em uma fase de dificuldades do Flamengo. O clube enfrentava problemas financeiros, ainda buscava estabilidade dentro de campo e encontrou na Copa do Brasil uma oportunidade de voltar a sentir uma grande conquista nacional.
Aquela taça também representa algo que a torcida rubro-negra voltou a viver em outros momentos da história recente. Em 2009, o Flamengo encerrou um longo jejum no Brasileirão; em 2013, no início do grande período de reconstrução, conquistou a Copa do Brasil pela terceira vez.
Esses títulos fizeram parte de diferentes ciclos do clube até a transformação vivida a partir de 2019, quando o Flamengo passou a empilhar conquistas e se consolidou como uma das maiores forças do futebol brasileiro.
Na Copa do Brasil, os títulos de 2022 e 2024 levaram o Rubro-Negro a cinco troféus, e o bicampeonato de 2006 permanece como um dos capítulos mais importantes dessa história.

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